Desconfio que a fama e preponderância no pensamento ocidental dos filósofos alemães, se deve tanto à densidade e complexidade dos seus sistemas, como ao exotismo e musicalidade dos seus nomes.
Vejamos, Fichte, um nome simples é certo e por isso belo. Fich-te, duas sílabas enroladas, o violento f a que se segue o apaziguante e enrolado ich rematado por um t agressivo e martelado.
O complexo Nietzsche(que prefigura a persona), cabo das tormentas do escritor com pressa, pleno de beleza, enrolando-se na língua e batendo nos dentes, prolongando indefinidamente o e final, Nietzschee...
Contudo, a perfeição é atingida por esse prodígio cacofónico, wittgenstein, extenso, oscilante entre a frieza teutónica do witt e a pusilanimidade do stein final e arrastado, tendo de permeio o gen neutro.
Não esquecer o sóbrio e elegante Schopenhauer, irradiante de tristeza e melancolia.
Como estes, muitos mais haverá, mas prezado e hipotético leitor, são cinco da manhã e ninguém me paga para escrever isto.
Vejamos, Fichte, um nome simples é certo e por isso belo. Fich-te, duas sílabas enroladas, o violento f a que se segue o apaziguante e enrolado ich rematado por um t agressivo e martelado.
O complexo Nietzsche(que prefigura a persona), cabo das tormentas do escritor com pressa, pleno de beleza, enrolando-se na língua e batendo nos dentes, prolongando indefinidamente o e final, Nietzschee...
Contudo, a perfeição é atingida por esse prodígio cacofónico, wittgenstein, extenso, oscilante entre a frieza teutónica do witt e a pusilanimidade do stein final e arrastado, tendo de permeio o gen neutro.
Não esquecer o sóbrio e elegante Schopenhauer, irradiante de tristeza e melancolia.
Como estes, muitos mais haverá, mas prezado e hipotético leitor, são cinco da manhã e ninguém me paga para escrever isto.